Como Identificar?

É essencial saber reconhecer as situações de violência para que se possa dar o encaminhamento adequado.

Nosso dever é

PROTEGER

Você sabia?

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Miguel, 10 anos

O que mais tenho medo...

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O que é violência sexual?

A violência sexual pode ocorrer de duas formas: pelo abuso sexual ou pela exploração sexual.

  • O abuso sexual (ofensa sexual): é a utilização da sexualidade de uma criança ou adolescente para a prática de qualquer ato de natureza sexual, situação em que o contato físico pode estar presente ou não. Não envolve dinheiro ou gratificação. Acontece quando uma criança ou adolescente é usado para estimulação ou satisfação sexual de um adulto. E normalmente imposto pela força física, pela ameaça ou pela sedução.

  • A exploração sexual comercial: é a utilização de crianças e adolescentes para fins sexuais mediada por lucro, objetos de valor ou outros elementos de troca. A exploração sexual ocorre de quatro formas: no contexto da prostituição*, na pornografia, nas redes de tráfico e no turismo com motivação sexual.

           Fonte: http://www.mpsp.mp.br/portal/pls/portal/docs/1/2581255.PPT   /   http://www.childhood.org.br/entenda-a-questao

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onde acontece?

É muito comum que o abuso sexual seja praticado por uma pessoa que mantém relação de confiança, afeto e que participa do convívio da criança ou do adolescente.  Essa violência pode se manifestar dentro do ambiente doméstico (intrafamiliar) ou fora dele (extrafamiliar). 

Estudos do Ministério Público, informam que este tipo de violência acontece principalmente no ambiente doméstico e familiar (64,5%).

 Fonte: http://www.mpsp.mp.br/portal/pls/portal/docs/1/2581255.PPT   /   http://www.childhood.org.br/entenda-a-questao

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quais os sinais de violência sexual?

Como identificar uma vítima

 

Childhood Brasil listou 10 sinais que ajudam a identificar possíveis casos de abuso sexual infanto-juvenil.

 

  • Mudanças de comportamento: O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.

  • Proximidades excessivas: A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.

  • Comportamentos infantis repentinos: Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado.

  • Silêncio predominante: Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.

  • Mudanças de hábito súbitas: Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.

  • Comportamentos sexuais: Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.

  • Traumatismos físicos: Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.

  • Enfermidades psicossomáticas: São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.

  • Negligência: Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.

  • Frequência escolar: Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.

        Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/maioria-dos-casos-de-violencia-sexual-contra-criancas-e-adolescentes-ocorre-em-casa-notificacao-aumentou-83.ghtml

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O QUE FAZER?

Em primeiro lugar, deve-se acolher a vítima, oferecer um ambiente seguro para criança ou adolescente.

Veja as orientações da Childhood Brasil.

1. Mantenha-se firme. Escute-a com calma e ofereça a ela acolhida e amparo. Não a julgue nem condene.


2. Acredite na criança. Assegure que você crê no que ela está dizendo e que fica feliz por ela ter lhe contado.


3. Restabeleça a sensação de segurança da criança. Faça o que for necessário para protegê-la de danos futuros.


4. Livre a criança de qualquer sentimento de culpa. Afirme que ela não é responsável por aquilo que ocorreu e continue a lhe dizer isso sempre que necessário.


6. Busque ajuda. Encontre profissionais que possam guiar você nos próximos passos em prol da segurança e do bem-estar da criança.

Romper com o pacto de silêncio

que encobre essa situação é um dos pontos cruciais do enfrentamento da questão.

ONDE PROCURAR APOIO E ORIENTAÇÃO?

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  1. Disque 100.

  2. Serviço de Proteção Social  para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (SPVV).

  3. Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). 

  4. Conselho Tutelar.Vara de Infância e Juventude

  5. Delegacia de Polícia.

  6. Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID) - Ministério Público. 

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